domingo, 25 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Pensamento do dia
#1 Países não ascendem ou declinam por si sós, por fatores naturais ou ecológicos, líderes com visão ascendem ou declinam nas hierarquias das nações. Uma nação prospera tão quão mais alto um grande líder alcança seu comando e dissemina suas ideias por um futuro melhor que se constrói no hoje.
#2 Privatização com monopólio não é livre mercado !
domingo, 4 de novembro de 2012
Pensamento do Dia
A liberdade é o maior dom que se pode atribuir a um ser humano. O único limite para a liberdade de um indivíduo é a liberdade do outro. E o respeito a este limite é o sentido mais transparente e cristalino de igualdade. A igualdade de oportunidades gerada por um sistema destes, provido por uma sociedade imbuída de justiça, plena de liberdade, não discriminatória e determinada ao progresso, só precisa ter um pouco de espírito do bem para prover a fraternidade. A fraternidade verdadeira é aquela em que os indivíduos sós ou em grupo deliberam voluntariamente a ceder um pouco daquilo que possuem em prol de seus irmãos sem que isto cause prejuízo a nenhuma das partes, mantenha suas liberdades e a felicidade de todos aumente.
domingo, 28 de outubro de 2012
Pensamento do Dia
domingo, 21 de outubro de 2012
Primeiros Erros
É impressionante a capacidade do Brasil em repetir de maneiras criativas e originais seus erros originais. Tudo isso provavelmente por causa da nossa baixa qualidade educacional.
Na época do Império o Brasil se recusou em deixar a economia livre e permitir que as indústrias tomassem o lugar das decadentes fazendas. As disputas entre o empresário Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá) e Imperador Dom Pedro II bem ilustram este fato histórico. A verdade do governo era única: a vocação do Brasil era o setor agrícola, os outros setores eram males que desviavam o país de seu caminho à riqueza.
Novamente isto se repete com uma nova roupagem. As indústrias já eram. O centro dinâmico criador de valor da economia contemporânea migrou das fábricas convencionais para os escritórios e laboratórios que geram os produtos da economia do conhecimento. É nestas indústrias e não naquelas que o valor adicional será agregado. Mas o que faz o governo? Prejudica a economia do conhecimento em prol da proteção da economia fabril.
Já agora para o governo o conhecimento aplicado não é fim, mas insumo da indústria como no passado a indústria foi vista apenas como insumo da atividade agropecuária.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Pensamento do Dia
domingo, 16 de setembro de 2012
Poupança e Crédito
Sobre Desenvolvimento e o sistema de Crédito no Brasil:
Ao contrário do que diz a "pretense of knowledge":
Não é a cultura que faz com que a poupança no Brasil seja baixa.
São as taxas de retorno do capital baixíssimas, imensas assimetrias de informação e riscos contratuais envolvidos que desincentivam os poupadores. Mas acima de tudo o problema está nas taxas de retorno. Quando alguém poupa na caderneta de poupança o retorno de até 0,526% é baixíssimo e frequentemente perde para a inflação (ou seja, guardando o dinheiro hoje é quase certo que no futuro ele valerá menos do que se fosse consumido hoje - um total paradoxo).
É isso que não se conta nos programas de economia. Frequentemente, ao contrário do que prega a teoria clássica (e por causa das assimetrias de informação), títulos com maior risco como CDBs têm rendimentos líquidos menores que a poupança (e não raro os rendimentos nominais já são inferiores).
Do outro lado do sistema, na ponta, os juros para os tomadores são altíssimos. 3,18% ao mês na média para o crédito pessoal e 8,73% na média para o cheque especial. Para quem está investindo e tem garantias mais que suficientes (geralmente pede-se 120% de garantia) as coisas não são muito melhores: 2,83% ao mês na média de desconto de duplicatas e 5,88% na conta garantida. E atenção: aqui não se está levando em consideração taxas de abertura de crédito, taxas bancárias diversas, impostos e outros penduricalhos que se postos na conta fariam o custo do dinheiro explodir.
Lembrem-se que a média usada aqui é sempre muito perversa. Tanto no investimento quanto na tomada de capital sempre há aquele cliente especial que tem contatos, amigos e meios de pressão. Estes recebem acima da média e tomam abaixo da média e, para compensar, a grande maioria anônima toma dinheiro emprestado com juros acima da média e recebe rendimentos de sua poupança abaixo da média.
Desta forma nosso sistema é metódicamente construído para desestimular, ao mesmo tempo, poupança e empréstimo e nos tragar com violência para a subutilização do capital reduzindo assim bem estar e riqueza.
Pior do que isto é só o orgulho pateta que temos do nosso sitema financeiro. AH! Mas aqui não há crises, nem bolhas: claro, só tem a perder quem tem alguma coisa.
A irracionalidade restritiva do nosso sistema de poupança-crédito é vista como muito orgulho: excesso de regulação estatal, regras exageradas nas instituições, gerenciamento de risco de crédito que preventivamente diz não a tudo, subsídios cruzados, subremuneração dos investidores, baixa tecnologia aplicada no atendimento ao cliente e pouca concorrência no setor, etc.
Quem conhece a história sabe que é o mesmo pensamento que na época do Império se orgulhava do número reduzido de empresas registradas, que o mal do comércio desvirtuava poucos dos nossos.
A cultura errada não é a da população que faz cálculos apurados, mas da elite (dirigente e intelectual) que certa da sua iluminação vê seus tropeços como genialidade e os atos do dia-a-dia feito pelos pequenos proprietários como falta de esclarecimento.
Só por comparação, se você colocasse 1.000 reais hoje na poupança (recebendo os 0,526%a.m.) e tomasse, ao mesmo tempo, 1.000 reais em empréstimo pessoal (tipo de crédito barato, com garantias e justificativas válidas) pagando a média dos 3,18%a.m. daqui teria a seguinte situação (contas em papel de pão):
Deveria 6546,63 na conta do empréstimo.
Teria reservas de: 1.370,09 na conta da poupança.
Mas poxa vida! Tem algo errado aí.
Se fossemos pensar em 100% sobre o principal (1.000 reais) para cobrir as despesas com os inadimplentes, 100% sobre o principal para o lucro (com juros) da instituição (1.000 reais), 100% sobre o principal para o governo (com impostos) a diferença não poderia passar de 3.000 reais. Vale lembrar que 100% em qualquer uma dessas contas é um valor altíssimo, num país civilizado 10,20, 30% no máximo seria adequado.
Entretanto a diferença é de 5176,54 !!! Só sou eu que vejo que tem algo de muito errado nisso tudo?