quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Definições de Teorias dos Jogos

Por Renato Paulo Nicácio Pedrosa



A) Valor esperado de uma loteria: é medida dos valores obtidos em determinado evento ponderada por sua probabilidade de ocorrência.



U[E(e) ]=v1.p1+v2.p2+⋯+vn.pn

B) Utilidade esperada de uma loteria: são todos os valores possíveis de um determinado evento com suas probabilidades.



U(e)=v1.(p1)+v2.(p2)+⋯+vn.(pn)

C) Aversão ao risco: significa que o agente está disposto a pagar para não correr o risco, pois a sua percepção de utilidade de determinado evento é inferior ao valor esperado deste mesmo evento. Tal que:



Up(e)<U[E(e)]

D) Neutralidade ao Risco: significa que o agente é indiferente ao risco, pois sua percepção de utilidade de determinado evento é igual ao valor esperado deste mesmo evento. Tal que:



Up(e)=U[E(e)]



E) Amor ao risco: significa que o agente está disposto a pagar para correr o risco, pois sua percepção de utilidade de determinado evento é superior ao valor esperado deste mesmo evento.



Up(e)>U[E(e)]

F) Estratégias puras: são as opções de decisões de determinado jogador. Representa que quando este opta por uma estratégia abandona completamente as demais.



Tabela 1 - F

G) Estratégias mistas: são combinações de opções de decisões realizadas por determinado jogador. Significa que ele fará algumas jogadas tomando uma estratégia e outras tomando outra delas, de certa forma aleatória, de tal forma que o adversário não saiba em determinado momento qual estratégia específica o jogador citado estará tomando.



Tabela 2 - G

H) Estratégia max min: consiste em reduzir a perda possível em determinado jogo. Ela é adotada sempre que se duvida da racionalidade (aparente) do adversário. Ela é tão mais consistente quanto maior for o nível de perda para um mesmo nível de dúvida, ou maior for o nível de dúvida para um mesmo nível de perda. Esta estratégia consiste em obter o maior dos menores resultados possíveis.



I) Equilíbrio max min: é o resultado esperado quando os jogadores adotam estratégias de max min. Segue um jogo de prisioneiros, os valores são o tamanho da pena para cada um deles (negativo por que representa uma perda de liberdade).



Tabela 3 - I

J) Equilíbrio de Nash: são os pontos de estabilidade de um jogo. É uma dada combinação de estratégias em que nenhum dos jogadores tem incentivo a mudar individualmente sua estratégia. Representa qual será a estratégia do jogador que maximiza seu resultado sendo dada a estratégia utilizada e vice-versa.



Tabela 4 - J

L) Ameaças ou compromissos não críveis: são sinalizações de que um jogador irá punir o adversário em um jogo, pois esta ameaça pode induzir um comportamento do adversário que favoreça ao jogador. Entretanto, uma vez que o adversário tenha tomado uma decisão indesejada pelo jogador, este não deverá implementar a ameaça, pois tomá-la não só piorará o resultado do adversário, como também piorará o resultado do próprio jogador.
Conhecedor deste fato o adversário racional será indiferente à ameaça do jogador racional ao tomar suas escolhas. Logo ameaças não críveis são ameaças de punições não implementáveis.



M) Equilíbrio de Nash perfeito em subjogo: é um Equilíbrio de Nash que resta em um jogo seqüencial quando analisados os subjogos algumas estratégias são descartadas por tratarem-se de ameaças não críveis.



N) Seleção Adversa: é quando, em um contrato feito para uma amostra média em adesão voluntária, apenas ou majoritariamente a parcela “menos desejável” adere, desequilibrando assim o resultado global do contrato.



O) Risco Moral: representa os incentivos para o comportamento individual que são danosos ao contrato e que têm sua origem no próprio contrato. Ou seja, um seguro ótimo para uma amostra com determinado comportamento, pode incentivar a piora deste comportamento. Exemplo: proprietários de veículos segurados que tomam menos cuidado com os mesmos quando sabem que estes estão protegidos por seguros.

domingo, 31 de julho de 2011

Não à censura na Internet

Este canal não está disponível em seu país.


Não à censura na Internet!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Reformas

Reformas no Estado são como dieta saudável, são horríveis de se fazer, mas você se beneficia para sempre de tê-las feito e colhe os benefícios disto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Banco Central [3]

Se o Banco Central do Brasil tivesse sido competente em aumentar os juros no momento certo com vigor as expectativas teriam se conformado mais rapidamente e já estaríamos começando a colher os frutos agora, sem mais aumentos de juros e com inflação controlada. Entretanto decidiram pagar para ver, pensando que um pouco de inflação é aceitável. O controle da inflação pelos governos é muito pequeno. Tratá-la com taxa de juros é como remar em um rio de correnteza forte, o melhor seria ter pego o outro braço do rio quando tivemos oportunidade.
Assim queimam a presidente e não cumprem seu papel fundamental de zeladores das condições macroeconômicas.


Onde está Henrique Meirelles?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Arnaldo Jabor e o Trem Bala

Até me agrada a idéia do tem bala, mas o argumento dele é de extrema lucidez


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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Correios

Olá Pessoal,
Recentemente temos visto problemas nos correios. Se quiserem se informar mais, deem uma olhada:
http://www.youtube.com/watch?v=Vu3gzcAL1Wk
http://www.youtube.com/watch?v=Rdy2O2Nifwo&feature=related
http://youtu.be/Z4NTgmczV7Y




Claro que muitos dirão que a solução que a solução são mais contratações, concursos, dinheiro e etc. Claro que não digo que esta não é a solução para a empresa, só acho que não é a solução para a sociedade. Creio que é chegada a hora para a quebra do monopólio dos correios nos serviços postais. Um pouco de concorrência ia fazer bem para os correios. Além de empurrar as empresas para a eficiência a concorrência também diminuiria o impacto da ingerência patrimonialista de políticos sobre o setor de comunicações postais.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Perguntas e Respostas 2 - Cláusula de Sucesso

Preciso de uma idéia de modelo contratual com cláusula de sucesso, ou seja, se prestarmos consultoria em uma determinada empresa e dermos resultado no faturamento, ficamos com um percentual.


Questão proposta por Andreas, Grupo Incorpore e EQP Service e Treinamento, via LinkedIn, Consultores Brasileiros



Caro Andreas,


Uma cláusula de sucesso é muito benéfica à primeira vista, mas na prática se torna muito difícil.


Entretanto se você deseja seguirem frente, porque crê que os benefícios potenciais superam os riscos, deverá levar duas coisas em consideração.
Primeiro deverá se observar a tendência natural dos resultados da empresa, ou seja, qual o resultado que a empresa alcançaria sem a consultoria. Depois deverá se observar os desvios da média, como a sazonalidade. Logo a cláusula de sucesso deveria ser baseada nestes estudos. Ou seja, a taxa de sucesso deveria ser proporcional à parte acima da projeção prévia do resultado limpo dos desvios.


Uma vez solucionado este problema (ex-ante) sobra outro, um problema ex-post.


Sobre o prisma da Teoria dos Jogos a empresa tem incialmente todos os incentivos para pagar corretamente, já que isto significa que ela dará bons incentivos aos consultores para realmente se empenharem (uma vez que participarão dos resultados), uma vez que os resultados já foram alcançados os incentivos se invertem e a empresa tem todos os incentivos para não pagar corretamente. Por quê? Porque muitas coisas acontecem no processo, coisas não previstas, esta incerteza natural somada à inexatidão de informações levarão à empresa a crer que a maior parte do lucro extraordinário foi resultado de seu próprio engajamento e os consultores a crerem que uma parte mais do que a prevista dos resultados advieram de seu know-how transmitido.


O problema neste sentido é que o consultor é a parte fraca, já que sua capacidade de impor um pagamento é pequena e a da empresa de negar, ou pelo menos protelar fazendo-lhe perder valor no tempo, é grande.


Uma solução parcial para este problema poderia ser dividir a entrega do trabalho e a mensuração de resultados em várias partes. Assim a empresa teria incentivos de pagar corretamente em uma rodada para que consiga os melhores resultados na rodada seguinte. Esta resposta é apenas parcial porque uma empresa racional pode calcular o ponto que maximiza seu resultado global e só pagar até este ponto. Uma consultoria ainda mais racional poderia solucionar este ponto sabendo de véspera da ação da empresa e sobre-precificando seu trabalho até o ponto em que o pagamento parcial previsto tenha taxa de retorno aceitável. Todavia esta sobre-precificação pode deixar o custo aparente para a empresa superior ao de outras formas de contrato, principalmente em ambientes de incerteza.


Sem contar que ações plenamente racionais em um "jogo" são teóricas e empresas podem agir de maneira emocional, ou utilizando uma racionalidade complexa que atua em vários "jogos" simultâneos de difícil análise holística a priori, o que pode dificultar o diagnóstico.


Ocorre que o relacionamento de longo prazo da consultoria com a empresa e o inter-relacionamento entre as pessoas pode afetar seu comportamento. Tudo isto deve ser friamente analisado para criação do contrato. Deve-se equacionar os sistemas de incentivos para que tudo transcorra bem.


Outra opção é que a consultoria receba todo o valor adicional (ou seja tenha-lhe a posse) sendo que a propriedade (o direito sobre os valores) continue com a empresa, desta forma ela pode obrigar seu pagamento simplesmente transferindo à empresa o valor com o repasse já descontado.


Eu adoraria colocar aqui um modelo ou um arquétipo de cláusula, mas seria leviano da minha parte desenhar qualquer contrato/cláusula sem fazer os cálculos devidos e ter acesso a todas as informações. Infelizmente não posso ajudar na efetiva construção da cláusula de sucesso deste negócio, porém acredito que as informações prestadas lhe darão subsídio para tomar a decisão mais acertada e minimizar os riscos. Desejo-lhe todo sucesso do mundo nesta consultoria.


Renato Pedrosa